ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO – Francisca Talarico
11. novembro 2009 | Por nira | Categoria: ARQUIVO, ARTIGOSO mais recente Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), um indicador que sintetiza o bem-estar das pessoas a partir das medidas da esperança média de vida, da alfabetização, da escolarização e do PIB per capita, foi também publicado tendo sido incluído no Relatório de Desenvolvimento Humano de 2009.
O índice revela que, apesar do progresso que se tem verificado em muitas áreas ao longo dos últimos 25 anos, as desigualdades no bem-estar das populações de países ricos e de países pobres continuam a ser inaceitavelmente elevadas.
O IDH deste ano foi calculado para 182 países e territórios – a maior cobertura de sempre. As estimativas, que assentam nas informações mais recentemente disponibilizadas e compiladas pelas Nações Unidas e outros parceiros internacionais, baseiam-se em dados de 2007.
Outro indicador derivado do IDH é o Índice de Desenvolvimento Ajustado ao Gênero (IDG), que leva em conta as mesmas dimensões do IDH, mas considera as desigualdades entre homens e mulheres. No ranking com 155 países, o Brasil fica em 63º, logo à frente de Colômbia (64º) e Peru (65º) e logo atrás de Macedônia (62º) e Albânia (61º). Na lista do IDG, o líder é a Austrália e o último colocado, Níger.
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil melhorou entre 2006 e 2007, mas o país manteve sua posição no ranking mundial – ficou em 75º numa lista com número recorde de 182 países e territórios, aponta o Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) 2009, divulgado nesta segunda-feira (05.10) pelo PNUD.
De 2006 para 2007, o Brasil avançou nos três subíndices: longevidade (de 0,783 para 0,787), educação (de 0,888 para 0,891) e renda (de 0,750 para 0,761). A esperança de vida ao nascer subiu de 72 para 72,2 anos no período. Ainda assim, esta é a dimensão em que o país se sai pior em comparação ao resto do mundo: é o 89º no ranking global (no IDH 2006, era o 91º).
A dimensão renda do IDH é avaliada pelo Produto Interno Bruto per capita, ajustado pela paridade do poder de compra (dólar PPC, método que elimina as diferenças de custo de vida entre os países). De 2006 para 2007, foi o item que mais impulsionou o índice brasileiro: o PIB per capita avançou 6,9% – passou de US$ 8.949 para US$ 9.567. O país está em 79º lugar no ranking de renda, quatro posições abaixo da colocação no ranking do IDH. Em 2006, no cálculo pela nova metodologia, ele era 91º no IDH Renda.
Nos indicadores relacionados à educação, o RDH mostra que o Brasil obteve avanços em um deles e, no outro, se manteve estável. As séries estatísticas apontam que a taxa de alfabetização aumentou de 89,6% para 90% (10% de analfabetismo, 73º no ranking mundial). A taxa bruta de matrícula estabilizou-se em 87,2% (41º no ranking).
O RDH 2009 também traz o ranking de dois índices derivados do IDH. No Índice de Pobreza Humana (IPH), elaborado desde 1997 e calculado apenas para países em desenvolvimento, o Brasil aparece na 43ª posição num total de 135 territórios, pouco pior que o Uzbequistão (42º), Tailândia (41º) e Turquia (40º) e pouco melhor que República Dominicana (44º), Ilhas Maurício (45º) e Suriname (25º). O país em melhor posição é a República Tcheca e o pior, Afeganistão. Esse indicador mede a privação em três aspectos: curta duração da vida (calculada como possibilidade de se viver menos de 40 anos), falta de educação elementar (calculada pela taxa de analfabetismo de adultos) e falta de acesso a recursos públicos e privados (calculada pela porcentagem de pessoas sem acesso a serviço de água potável e pela porcentagem de crianças com peso inferior ao recomendado).
O PNUD é a rede de desenvolvimento global das Nações Unidas, defendendo a mudança e ligando os países ao conhecimento, experiência e recursos no sentido de ajudar as pessoas a construírem uma vida melhor.
