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Delegação brasileira para jogos universitários na China tem 300 pessoas

O ministro do Esporte, Leonardo Picciani, recebeu no início da tarde de hoje (9) alguns dos atletas que participarão da 29ª edição dos jogos universitários de verão Universíade 2017, que acontece no final de agosto em Taipei, na China.

Com 10 mil competidores de 170 nacionalidades, a Universíade ocorre de 19 a 30 de agosto. As equipes brasileiras, que totalizam 300 pessoas, entre atletas, técnicos e dirigentes, vão disputar medalhas em cinco modalidades: atletismo, esgrima, natação, saltos ornamentais e taekwondo. O país ainda participa nas modalidades badminton, ginástica rítmica, wushu, judô, tênis, tênis de mesa, voleibol, futebol e levantamento de peso.

No encontro, o ministro desejou sorte aos atletas e destacou a importância do esporte universitário para que novos talentos despontem.

“A gente sabe que o Brasil tem toda uma tradição de formação de atletas através de clubes, mas desejamos fortalecer nosso esporte por meio do desporto universitário para, quem sabe, ter, nos próximos anos, as duas matrizes esportivas”, afirmou Picciani.

Segundo o vice-presidente do núcleo da região Nordeste da Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU), Flávio Mendonça, 53% dos atletas da delegação brasileira na Rio-2016 jogaram pela CBDU. “Vai uma equipe bastante forte e a expectativa é de representar bem o país e trazer muitas medalhas. Essa é uma delegação recorde, a maior que já viajou para a Universíade”, disse.

Competidor na modalidade saltos ornamentais, Jackson Rondinelli, 23 anos, se interessou pela categoria depois que seu pai, professor de Educação Física, sugeriu que a praticasse durante as férias, para que não ficasse parado. Ele é um dos 19 atletas olímpicos que compõem as equipes que vão para Taipei.

“Comecei bem ao acaso. Tão ao acaso que comecei muito mais tarde do que o normal. Tinha 15 anos, estava sedentário e meu pai, não gostando disso, me inscreveu em canoagem e em saltos ornamentais, porque eu já tinha feito ginástica acrobática. O professor viu que eu tinha uma desenvoltura boa e, apesar da idade avançada, comecei a treinar mais forte e estou aqui hoje”, contou.

Vibrante com a viagem, Rondinelli reconhece que a Universíade figura entre as competições internacionais mais relevantes. “No âmbito mundial, são a Universíade, Olimpíadas e o Campeonato Mundial de Saltos Aquáticos. Competir em casa [nas Olimpíadas] foi muito bom, inclusive pelo calor do público, o calor brasileiro, que é diferente de outro lugar. Foi uma experiência sensacional e a Universíade vai ser muito enriquecedora. Os países mais fortes, que são China, Estados Unidos e Rússia, sempre levam para as principais competições mundiais os mesmos membros de equipe que levam para a Universíade”, disse.

Ag. Brasil